CMEI VILA LORENA

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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Os Campos de Experiência e os Planejamentos

    A medida que estudamos e compreendemos um pouquinho mais sobre os campos de experiência começam a surgir dúvidas que não estavam mais na pauta.
    Como planejar?
    O planejamento da forma como vinha sendo realizado não atende as especificidades do trabalho a ser realizado com os campos de experiência e agora o que fazemos?
    A angustia de lidar com o novo muitas vezes não permite o avanço necessário e ficamos sem saber qual será o melhor caminho para realizarmos o trabalho.
    Para nos ajudar nesse processo reflexivo vamos retomar o texto da Silvana Augusto que estudamos no ano passado:











    Retomando o que a Silvana apresenta nesse texto nossas discussões ganham em aprofundamento porque ela nos ajuda a olhar novamente para nossas práticas com outros olhos.
    O grande desafio que enfrentaremos a partir de agora está na desconstrução da figura do "professor de educação infantil" nos moldes de uma educação conteudista que não se aplica em nada nem a faixa etária atendida pela Educação Infantil nem pela proposta de trabalho baseada nos Campos de Experiência.  
    O profissional da Educação Infantil precisa ter consciência de que apresenta o mundo às crianças, um mundo vivo, em transformação em que as interações enriquecem as aprendizagens e é para apresentar "esse" mundo que o planejamento precisará ser pensado  e repensado.



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Campos de Experiência a reflexão continua

    
       O sentido clássico do termo "didática" como "a arte de ensinar" já não atende às especificidades da Educação Infantil por isso o termo vem sendo pensado a partir da perspectiva de "construção de conceitos e estratégias" permitindo as experiências da criança no mundo de que faz parte.
     Na teoria parece fácil, mas a mudança proposta para o "conceito" dessa palavra exige um movimento muito mais profundo do que a semântica possa pontuar. Estamos falando de mudança na maneira de fazer educação. Mudança na postura profissional que se estabelece na relação ensino-aprendizagem. Mudança na dinâmica que ocorre no interior dos processos. Mudança na identidade desse profissional que não é mais o detentor de todo o conhecimento.
        Precisamos pensar sobre tudo isso com bastante cuidado e atenção e para nos ajudar vamos aproveitar o que o Paulo Fochi tem a dizer sobre o assunto:

 
     Como podemos perceber temos um longo caminho a percorrer se acreditamos no trabalho que fazemos na Educação Infantil!!

A prática no caminho dos Campos de Experiência

      Quando o olhar do profissional está voltado para a criança ele é capaz de perceber quais são seus interesses permitindo a execussão de seus desejos.
      Mas e o planejamento??
    A atividade nesse caso era no parque de brinquedos e algumas crianças do Pré II estão desenhando? Como assim? Agora não era o momento de correr, subir e descer?
     Para os profissionais que já compreenderam que o foco do trabalho está nas crianças, não. Mas por quê? Porque têm um olhar sensivel para o que está acontecendo e permitem que as crianças se envolvam em brincadeiras testando hipoteses que lhes pareçam pertinentes para o momento, diferente de ter num planejamento "engessado" a obrigação de fazer com que todas as crianças executem a proposta pensada por elas da maneira como a conceberam.
     Nessa situação os saberes das crianças estão sendo respeitados e a condição para que sejam acrescidos de outros saberes, pensados pelas profissionais, para que as crianças pudessem ampliar o uso de suporte e riscante inusitados na construção de seus percursos gráficos.
     Estamos no caminho certo?
     Vamos continuar refletindo sobre esse assunto!!!!









  

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A prática no Caminho dos Campos de Experiência


   Havia uma rota no caminho das crianças do Pré I...
   Mudar o horário de sair para brincar incentivou-as a discutir o assunto e a construir um novo contexto para brincar.
    Onde ficou o planejamento nessa história?
    Ocupou um novo lugar na prática das profissionais que perceberam que ele está para além da proposta de brincadeira, porque diz respeito a organização de espaço e tempo além das possibilidades de uso de materiais oferecidos.
     É isso aí, precisamos pensar fora de nossas "casinhas", para além das caracteristicas  determinadas no" roteiro semanal" que aprendemos a executar, onde planejar era sinônimo de especificar o que fazer, como fazer e  que maneira os envolvidos deveriam reagir.
     Podemos fazer isso? Queremos fazer isso? Estamos preparados para fazer isso?
     Precisamos continuar refletindo sobre o assunto!
    Mas enquanto isso...






A prática no caminho dos Campos de Experiência

   
     Mesmo nos esforçando para assimilar as mudanças não podemos nos esquecer de que o trabalho não pode parar. 
     Todos os dias nossas crianças chegam e são deixadas sob nossa responsabilidade e temos que oferecer a elas um cotidiano que as ajude a crescer com tranquilidade.
     Estamos num processo longo mas nosso olhar tem nos mostrado perpectivas melhores para o trabalho que queremos realizar.
     Já aprendemos que no momento o foco deve ser a maneira como estamos caminhando e nisso vocês tem se mostrado envolvidas, o que é bem positivo!!
      Reaprender a olhar para o trabalho que fazem tem sido um grande desafio, mas vocês têm se esforçado principalmente porque já aprenderam a olhar para os pequenos com respeito.
       Olha só o que andam propondo as profissionais do CMEI:
Maternal I:

 


     A princípio alguém desavisado pode considerar que essa proposta está na categoria que costumavam chamar de "brincadeira livre",  no entanto para as profissionais que vêm estudando e discutindo as práticas ela ilustra o que estamos estudando e nos propondo a fazer desenvolvendo propostas baseadas nos campos de experiência.
      Planejar nessa perspectiva nos tira do lugar comum pois o planejamento não é mais de "propostas" e " brincadeiras" que precisarão ser executadas por todas as crianças, mas de possibilidades,ou seja, um planejamento de espaços e tempos em que as crianças possam testar hipoteses aprendendo enquanto brincam. Um planejamento que ao respeitar os saberes dos envolvidos permite que avancem em suas descobertas de maneira tranquila e feliz pois afinal de contas tratam-se de crianças pequenas e em nenhum lugar está escrito que o aprendizado precisa ser sofrido nem infeliz pois a descoberta do mundo é uma viagem que vale a pena!


Campos de Experiência

   Para entendermos melhor como funciona a didática dos campos de experiências precisamos rever nossas concepões pessoais sobre criança e aprendizagens.
 Por quê?
   Nossas concepções mesmo que não percebamos é que determinam nossas ações, por isso inicialmente será preciso que cada profissional compreenda que deve rever as concepões em que acredita pois como reafirma Paulo Fochi a concepão de criança que age, cria e produz cultura deverá ser o foco de nossas atenções pois ao concebermos que nossas crianças não são receptoras passivas nem meras expectadoras dos adultos exigirá que cada um de nós mude sua forma de agir e sobre tudo de fazer proposiões e elas.

   Será que estamos preparadas para embarcar nessa viagem?
   Os campos de experiência propostos na BNCC segundo Fochi pedem uma pedagogia relacional, mas na  prática o que isso significa?
   Significa rever nossa maneira de fazer educação!!Uau!!!! É muita coisa!!!
   O que está em jogo nesse processo é nossa  identidade enquanto profissionais. Aprendemos que devemos "transmitir" os conhecimentos no entanto a dinâmica da vida tem nos jogado em outra direção e essa "experiência relacional" significa exatamente isso. Não somos os detentores do saber absoluto, até porque vivemos a era da informação e ela pode ser encontrada de formas muito mais prazeirosas bem longe dos espaços escolares. E agora?????? O que podemos fazer?????
   O primeiro passo é admitirmos que as mudanças são necessárias.
   O segundo passo é admitirmos nossa mudança pessoal nesse contexto.
   O terceiro passo é estarmos abertos para estudar, discutir e refletir sobre o trabalho que fazemos a fim de torná-lo cada vez mais significativo.
   O quarto passo é estarmos dispostos a tentar, mudar o ponto de vista, a maneira como concebemos o trabalho que fazemos.
   O quinto é estabelecermos parceria com toda a equipe envolvida, já que as mudanças perpassam não só o olhar dos profissionais de sala, mas dever perpassar todos os profissionais envolvidos no processo: administrativo, limpeza, alimentação, familiares. Toda a equipe precisa rever valores e concepões para que juntos possamosm construir uma caminhada significativa, um passo de cada vez!!


Campos de Experiência

Estamos estudando a BNCC e os campos de experiência aparecem como arranjo curricular para a Educação Infantil.
Vamos nos debruçar sobre a temática a partir do que Paulo Fochi tem para dizer sobre o assunto:



Inicialmente Fochi nos lembra que é na Interação que os conhecimentos  são produzidos e que os campos de experiência continuarão seguindo essa linha de raciocínio.
O que muda então?
   A mudança maior acontece no olhar do profissional para com o trabalho a ser desenvolvido com as crianças, porque "as áreas de formação" acabavam remetendo o planejamento para conhecimentos mais escolarizados enquanto os campos de experiencia remetem a propostas que permitam o desenvolvimento das crianças enquanto crianças produtoras de culturas.
   Nessa perspectiva cabe a nós profissionais nos preocuparmos com o conhecimento do mundo em que as crianças estão inseridas possibilitando as descobertas a aprendizagens a partir da ludicidade permitindo que as crianças elaborem e testem suas hipoteses enquanto aprendem e ensinam no interior das interaões em que estejam inseridas.
   Fácil? De maneira alguma, pois a cobrança pela construção de uma didática de resultados precisará ser repensada em cada profissional, o que demanda muito esforço, estudos e principalmente uma mudança na maneira de conceber a Educação de que fazemos parte. Simples? De forma alguma pois nessa nova perspectiva "as caixinhas" não comportarão mais profissionais e crianças envolvidas nesse processo. Tudo que acreditamos ter desenvolvido em nossa profissão até o momento precisará de revisão... Estamos dispostos a nos desafiar para que o trabalho possa ser realizado dessa maneita? Esse é o nosso principal obstáculo e também nossa mola propulsora a diferença? O ponto de vista que teremos ao olhar para os desafios!
Preparadas para embarcar nessa viagem????