CMEI VILA LORENA

CMEI VILA LORENA

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017


Uma pausa!

     Ufa!!!  2017 chegou ao fim... E nós SOBREVIVEMOS!!!!!
     Foi um ano difícil repleto de momentos angustiantes, lágrimas amargas, sofrimentos e incertezas...
    Mas foi também o ano que nos mostrou o quanto podemos ser fortes e corajosas, o quanto é possível crescer nas adversidades.
     Esse foi o ano que colocou em xeque nossas escolhas, nossas amizades, nossas verdades, nossas identidades profissionais obrigando-nos a sair do lugar comum expondo quem somos e o que fazemos enquanto profissionais da Educação Infantil.
     Não foi um caminho fácil, as tempestades nos atingíram em cheio, nos sentimos fracas e confusas em muitas ocasiões, mas ao encararmos nossos medos de frente amadurecemos enquanto pessoas e melhoramos enquanto profissionais.
     Descobrimos que dizer sobre os outros é muito mais fácil do que ouvir sobre nós mesmos, mas que por mais dolorosa que a verdade seja será sempre melhor que qualquer mentira.
     Aprendemos que para respeitar as crianças enquanto sujeitos é preciso que sejamos sujeitos, pois de outra forma não haverá respeito algum.
     Forjar nossa identidade profissional não é tarefa fácil e estamos só começando esse processo, mas agradecemos a todos que de alguma forma estão contribuindo com esse amadurecimento.
     Obrigada aqueles que nos incentivaram com palavras e ações.
     Obrigada aos que dividiram conosco as tarefas.
     Obrigada aos que trabalharam muitas vezes sem folga para que pudessemos atender as crianças.
     Obrigada também aos que não nos apoiaram, aos que preferiram criar intrigas quando o que mais precisavamos era de um pouco de paz, aos que demonstraram não ter nenhum respeito por nosso trabalho ou pelas crianças porque nos ajudaram a perceber o quanto as adversidades nos fizeram pessoas melhores e o quanto amadurecemos como pessoas enquanto forjamos nossa identidade profissional pois toda a adversidade desse ano serviu para que refletíssemos sobre quem somos e sobre o que realmente queremos e isso foi muito positivo!
     Agora precisamos de uma pausa...
     Para restabelecermos o equilibrio entre as pessoas que amamos e que nos amam...
     Para curtirmos o merecido descanso dos guerreiros...
     Para abraçarmos mais...
     Beijarmos mais...
     Sorrirmos mais...
    E em 2018 estaremos de volta com outros desafios, novas batalhas porém mais fortalecidos por sabermos quem somos e onde queremos chegar!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Aprendendo a ver com as crianças. É possível?



         A Educação se divide em duas partes: Educação das Habilidades e educação das Sendibilidades.
        Sem a educação das sensibilidades , todas as habilidades são tolas e sem sentido(...)
     Quero ensinar às crianças. Elas ainda têm olhos encantados(...) O início do pensamento: a capacidade de se assombrar diante do banal.
       (...) as palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos. A muitas pessoas com visão perfeita que nada veem... o ato de ver não é coisa  natural. Precisa ser aprendido. Quando a genrte abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo e  o mundo aparece refletido dentro da gente.
        São as crianças, que, sem falar, nos ensinam as razões para viver! Rubem Alves ( A arte de Educar)






   




















"Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança, jamais será sábio!" Rubem Alves

sábado, 18 de novembro de 2017

Planejamento


       Com o estudo sobre a BNCC mudamos de novo, agora inserindo os campos de experiências e os direitos das crianças, além de um campo no próprio documento para as anotações mais significativas , a fim de que não fossem esquecidas se deixássemos para anotar posteriormente:

     Aprendemos desde sempre que planejamento é ação si ne qua nom  em nossa profissão, não há atividade educativa se não houver planejamento!
Mas afinal de contas sabemos o que isso realmente significa?
     Ao longo do tempo aprendemos a "seguir" as receitinhas destinadas a tornar o planejamento algo mais prático e real no dia a dia.No entanto continuamos preenchendo os "formulários" de acordo com as convenções do momento e para isso acabamos desprendendo uma energia enorme, porém cotidianamente em nossas salas acabamos fazendo as coisas quase sempre sem ter vinculo nenhum com o que registramos como planejamento.
     E por que fazemos isso?
    Na verdade se formos sinceros certamente não saberemos responder, apenas seguimos o fluxo das coisas por acreditar que é assim que deve  ser...
     Estamos nesse momento numa cruzada para compreender definitivamente de que forma devemos realizar nossos planejamentos para que sejam o registro fiel de nossas ações ou no mínimo de nossas intenções.
     Durante essa busca fizemos muitas tentativas para que o trabalho realizado com as crianças estivesse disposto em nossos planejamentos.Não foram poucas as vezes em que pensamos em desistir, e ainda não temos muitas certezas em relação a tudo isso. O que sabemos é que trabalhar com os campos de experiências descritos na base está nos ajudando a pensar melhor sobre o que estamos oferecendo as nossas crianças e esse questionamento constante é que tem nos guiado na hora de fazer o planejamento. Dscobrimos que ao ampliarmos nossa metodologia de ação nos arriscando pelos campos de experiências a forma como vinhamos realizando nossos planejamentos não permitiria nossas ações então resolvemos rever nossos registros tentando torná-los o mais funcional possível para o trabalho que tencionávamos realizar.
      Revendo nossos passos na busca por um instrumento que nos ajude a refletir e construir uma prática coerente com a concepção de criança que temos e com a metodologia de trabalho apontada pela BNCC fizemos a seguinte caminhada:

Um roteiro semanal que exemplificasse tudo que pretendíamos fazer a cada dia da semana:
Depois uma organização menos fechada que nos permitisse pensar na samana: 




        O formulário  não nos permitia avançar porque o que estávamos discutindo acabava não se encaixando naquela formatação e decidimos organizá-lo de maneira que pudessemos ter nele uma ferramenta de apoio ao trabalho que estávamos tentando realizar:


      Depois de muita reflexão sobre nossos registros percebemos que não estávamos avançando porque apesar de sentirmos que o roteiro  era um instrumento engessado, com os novos estudos acabamos simplesmente inserindo a "nomenclatura" proposta na BNCC criando um instrumento que não fugia da antiga formatação!
        Bingo!!!
 a partir daí conseguimos ver que nossos estudos sobre os campos de experiências estavam nos propondo um planejamento voltado para o respeito aos tempos e espaços das crianças no entanto contínuávamos fazendo planejamentos que cerceavam totalmente esse respeito iludidos que a substituição da nomenclatura resolveria tudo.
        E agora? O que fazemos com nossa constatação?
Inicialmente decidimos que cada turma faria um exercício de organização tendo em mente o trabalho com os campos de experiências, já com a certeza de que eles abrangiam todos os conhecimentos e não poderiam simplesmente substituir as áreas de formação.
        Novamente revisitamos o texto Experiência de Aprender da Silvana Augusto para oxigenar as ideias e nos ajudar a diferenciar vivências e experiências a fim de que pudessemos fazer planejamentos coesos com nossas reais intenções.
        Depois de idas e vindas, ações e reações, muito amor e ódio chegamos a esse instrumento, que no momento, atende um pouco melhor nossos anseios. Com certeza a medida que avançarmos em nossa compreensão sobre como "planejar" o trabalho a ser realizado no CMEI esse instrumento precise ser revisto e reorganizado, mas não teremos problema algum em fazê-lo porque nesse processo temos aprendido que verdades não são absolutas, que sugestões são exatamente o que o nome sugere e que se trabalhamos com pessoas pequenas ou grandes precisamos estabelecer com elas a melhor maneira de organizar nossos registros e que isso põe por terra a padronização, o que não significa que o trabalho não esteja acontecendo porque descobrimos que  a forma como planejamos reflete no que acreditamos e que se a concepção de criança que temos não for a proposta em todos os documentos que falam em Educação Infantil não importa o quanto façamos discussões e estudos, jamais chegaremos a lugar nenhum, porque para investirmos num trabalho que respeita tempos e espaços precisamos estar inseridos no processo, do contrário continuaremos a reproduzir os fazeres de outros não nos tornando protagonistas de nossas práticas e isso terá consequências diretas nas crianças que estão aprendendo a ver o mundo a partir do nosso olhar!



sábado, 14 de outubro de 2017

Parabéns Professoras da Educação Infantil

      Uma pequena homenagem as profissionais que vivem a dicotomia de serem humanas e professoras e que apesar de todas as incertezas e dificuldades continuam em frente por acreditarem na profissão que escolheram seguir!


Obrigada por existirem!!!!!!

Professor de Educação Infantil

     Nos últimos anos temos sido bombardeados com informações sobre a Educação Infantil.
     Os jornais volta e meia trazem reportagens sobre o assunto, aliás todo mundo sempre tem algo a dizer sobre quem atende essas crianças: pais, médicos, psicologos, diretores, politicos, jornalistas, blogueiros e por aí vai. Todos parecem saber muito sobre o que fazer com crianças tão pequenas...
     Será?
    Será que todo mundo sabe o quanto é arriscado colocar tantas crianças tão pequenas no mesmo espaço físico? Sabem que esses bebês adoecerão mais até que seus corpos adquiram a imunidade necessária para viver fora de suas casas?
     Sabem o quanto é desafiador para elas dividir espaços, afetos, brinquedos?
     Sabem que essas pessoas tão pequenas têm que lidar com tantas adaptações que as vezes entram em colapço e não sabem explicar isso a ninguém?
    Sabem que é preciso fazer malabarismos nos espaços físicos oferecidos a elas para que se desenvolvam saudavelmente?
     Sabem que essa é uma experiência mágica mas assustadora e que a forma como cada uma se relaciona com o mundo pode ser decidida nesse processo?
     Talvez nem façam idéia e considerem tudo isso uma tremenda bobagem, crianças crescem e é isso, ponto final.
     Nada disso, crianças aprendem a ser humanas com os humanos e quando esses por qualquer motivo esquecem sua humanidade nossas crianças terão problemas!
     Nesse contexto todo existe alguém que precisa saber de tudo isso e mais, precisa se preocupar a cada segundo com isso: o professor de Educação Infantil.
     Mas afinal quem é esse profissional?
     Ele já foi alguém que gostasse de criança, já foi voluntário da boa vontade, já foi o caridoso cheio de dó, já foi a segunda mãe, a  babá e até a tia, mas hoje nenhuma dessas relações é suficiente para que faça seu trabalho direito.
     O profissional de Educação Infantil é antes de tudo um ser humano já que sem esse quesito básico não pederá ser exemplo para crianças que estão se apropriando de sua humanidade.
     Como humano é alguém com sensibilidade capaz de perceber o caminho de cada criança nesse processo, sempre pronto a acolher, compartilhar, emocionar, proteger enfim sempre pronto a apresentar a elas as milhares de possibilidades que as ajudarão a se tornarem seres humnanos de fato e de direito! 
      É profissional qualificado para exercer a profissão estando no mesmo patamar dos outros profissinais do país.
     E como trabalham esses profissionais?
   O maior desafio desses profissionais é garantir o processo de descoberta dessas crianças, mostrando-lhes um mundo que valha a pena ser conhecido, amado e protegido onde o riso seja largo, o espirito seja livre e a convivência encantadoramente saudável, onde elas possam aprender a ser humanas sendo humanas na companhia de adultos humanos, onde possam aprender a lidar com sentimentos e emoções amparadas por adultos que se permitem emocionar na frente delas e que não consideram suas preocupações e temores menores por se tratarem de sentimentos infantis.
     Os espaços de Educação Infantil são espaços educativos, espaços de convivência social mas não são escolas, esses espaços onde as pessoas vão para estarem sentadas umas atras das outras, onde produzem em serie, andam em fila e são cobradas o tempo todo a aprenderem,,, aprenderem aprenderem...
     Nosso espaço de Educação Infantil é sim espaço de aprendizagem mas as crianças aprendem muito pouco com palavras elas aprendem com exemplos, ao compartilhar experiências significativas, ao serem respeitadas enquanto pessoas.
     Por isso é preciso que os olhares se voltem para os professores de educação infantil, é preciso que os próprios professores se perguntem se estão preparados para exercer essa função uma vez que nessa fase da educação dos brasileiros será preciso ensinar aprendendo, a fazer fazendo, a demonstrar vivenciando, a conhecer se dando a conhecer pois informações servem para os canais que as vinculam mas como não somos canais de vinculação de informações precisamos garantir que nossas crianças vivam cada uma de suas experiências: corram, pulem, comam, se cuidem, descubram, elaborem hipoteses, façam amigos, gostem e disgostem, descansem e se agitem, gritem e se calem, chorem e sorriam enquanto brincam e se apropriam de suas proprias existências.
     Mas e os professores de Educação Infantil fazem o que nesse processo?
    Precisarão ser feras, super profissionais e acima de tudo humanos por excelencia para que se permitam ser os quadjuvantes nesse espetáculo, os contra-regras com tudo sob controle para que o show da vida seja o melhor espetáculo que cada uma dessas crianças puder protagonizar pois afinal o melhor mestre não é aquele que mostra o caminho enquanto faz a camonhada com seu discipulo e o ajuda a encontrar as ferramentas certas para resolver seus conflitos?
     Esse é o professor de Educação Infantil!!!!